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O
uso de Caixas Acústicas
São
cada vez mais empregadas as cabines acústicas destinadas
ao treinamento do canto de pássaros.
A
cabine permite o isolamento de galadores que não
possuem bom canto, impedindo que influenciem negativamente
a vetorização dos filhotes. Possibilita que se isole
um filhote em treinamento dos sons indesejáveis,
garantindo um melhor resultado na sua vetorização.
O
processo de vetorização do canto conduzido em ambiente
coletivo (vários filhotes reunidos) permite que,
por questões ligadas ao territorialismo característico
da espécie, os pássaros se precipitem em disputas
de canto. Essas disputas podem causar interrupção
na cantada para ouvir o canto de outro filhote, que
por vezes implicará na fixação de fragmentos de canto
e não do canto completo, como é desejável. Poderão,
ainda, causar lesões na seringe, (órgão responsável
pela produção dos sons do canto dos pássaros) por
não estar suficientemente desenvolvida e ser estimulada
de forma precoce. Também poderá ocorrer a intimidação
de alguns filhotes que não desenvolverão adequadamente
a característica de repetição.
Conforme
o arranjo da instalação do áudio, poderá ser adquirida
uma ótima condição para a vetorização do canto. Com
a edição das gravações em programas de áudio, como
o Sound Force (Sony), por exemplo, é possível preparar
instruções adequadas às diversas fases do aprendizado.
Nossas
cabines são completamente vedadas, construídas com
material de última geração, revestidas internamente
com uma manta de acústica em vegetal, manta de alumínio,
espuma expandida em polietileno entre suas paredes,
fechos em aço inox sem dilatação, batentes de borrachas
3M duplos para uma maior acústica de som. As portas
recebem três lâminas de vidro, para melhor isolamento
acústico. O controle de volume é independente por
cabine e sistema de entradas de som em R.C.A., onde
potenciômetros facilitam a regulagem individual.
Não é necessário um dispositivo elétrico para ventilação. É utilizado
um sistema revolucionário de captação de oxigênio
dispensando o sistema tradicional de bomba de aquário.
Sistema este, usado através de uma tecnologia elaborada
e testada com a maior segurança e tranqüilidade e
maior qualidade de oxigênio. A instalação de termômetro
para registro das temperaturas máxima e mínima no
interior das cabines é desejável.O nosso propósito é cada
vez mais confinar com qualidade de vida!
Manejo
na vetorização
Os
pássaros possuem uma sensibilidade superior a nossa
para a percepção dos sons do ambiente. Se estivermos
rodando a instrução de canto em um aparelho de som,
por melhor qualidade que apresente, e o canto de
outro pássaro invadir o isolamento acústico, esse
canto roubará a atenção do filhote.
Os
primeiros três meses de vida do filhote compreendem
o período em que estará mais receptivo à assimilação
do dialeto do canto. Após esse período entram em
muda (muda de ninho) e ficam até cerca de seis meses
meio refratários ao canto. Após os seis meses passam
para a fase de maturação sexual, ficam mais territorialistas
e se dedicam ao desenvolvimento do canto que possuem
vetorizado. Essa fase segue até a próxima muda.
Passada
a primeira muda de pardo, pouco poderá ser feito
para corrigir um defeito de canto, embora não seja
difícil estragá-lo no convívio com outros pássaros.
Durante a primeira fase não devemos veicular um canto
com muitas repetições, que dificultariam a gravação
pelo filhote. O número ideal seria três repetições,
preservado o canto de saída. Um número de repetições
menor poderia levar o filhote à confusão, memorizando
os módulos de entrada e de repetição como um único
módulo.
Em
um computador dotado de gravador de CD-R, com o auxilio
do Sound Force (Sony) cuidamos da preparação do primeiro
cd de instrução. Extraímos uma faixa do cd que contém
o canto que desejamos encartar, para o disco rígido
do computador editamos conforme nossa necessidade.
Basta agora escolher uma cantada com mais de três
repetições, selecionar e excluir as repetições excedentes,
cuidando para que o canto de saída seja preservado.
Essa será nossa primeira instrução de canto.
Selecionando
e copiando essa cantada de três repetições poderemos
repeti-la quantas vezes desejarmos, posicionando
o cursor e colando-a. Entre as cantadas devemos inserir
algum tempo de silêncio e várias pialadas para chamar
a atenção do filhote. O arquivo em que estamos trabalhando
deve ser salvo no disco rígido para posterior gravação
em um CD de instrução. Devemos repetir a gravação
dessa faixa editada até que o tempo de execução no
CD seja de aproximadamente 15 min. O restante do
CD de instrução pode ser preenchido com gravação
de sons de água corrente.
Se
ocuparmos o restante do CD (aproximadamente 45 min)
com som alternativo, não será necessária temporização,
bastando que sua execução se repita por todo o dia.
Dessa forma poupamos o aparelho do danoso liga/desliga
e não corremos o risco de uma cantada interrompida.
Essa
primeira instrução pode ser repetida até os 60 dias
do filhote. A partir dessa idade, uma nova instrução,
com cantadas de cinco e de três repetições, intercaladas,
com tempo de execução aumentado para 20 min e intervalos
de 60 min será executada até os seis meses.
A
partir dos seis meses instruções com cantadas de
três, cinco, sete e nove repetições alternadas devem
ser executadas por 30 min com intervalos de 60 min.
Na medida da desenvoltura do filhote podemos preparar
instruções que incluam cantadas com maior numero
de repetição, mantendo-se, no entanto, sempre algumas
com três e com cinco repetições. O volume do som
deve ser de cerca de 1/4 a 1/3 do volume normal do
canto de um pássaro.
Isolantes
Acústicos, Caixas Acúticas e Térmicas e Absorção
Sonora
O
ISOLAMENTO ACÚSTICO é a capacidade dos materiais
formarem uma barreira, impedindo que a onda sonora
(ou ruído) passe de um recinto a outro. Nestes casos
se deseja impedir que o ruído não alcance o homem.
A
ABSORÇÃO ACÚSTICA trata do fenômeno que minimiza
a reflexão das ondas sonoras num mesmo ambiente.
Ou seja, diminui ou elimina o nível de reverberação
(que é uma variação do eco) num mesmo ambiente. Nestes
casos se deseja, além de diminuir os níveis de pressão
sonora do recinto, melhorar o nível de inteligibilidade.
Contrariamente
aos materiais de isolamento, estes são materiais
leves (baixa densidade), fibrosos ou de poros abertos.
Praticamente todos os materiais existentes no mercado
ou isolam ou absorvem ondas sonoras, embora com diferente
eficácia.
Aquele
material que tem grande poder de isolamento acústico
quase não tem poder de absorção acústica, e vice-versa.
Alguns outros materiais têm baixo poder de isolamento
acústico e também baixo poder de absorção acústica
(como plásticos leves e impermeáveis), pois são de
baixa densidade e não tem poros abertos. Espumas
de poliestireno (expandido ou extrudado) têm excelentes
características de isolamento térmico, porém não
são recomendados em acústica, pois não apresenta
os resultados acústicos desejados pelo consumidor
da atualidade, e também apresenta problemas de higiene
e deterioração (é um produto orgânico que se deteriora
muito facilmente).
A
indústria desenvolveu material com coeficientes de
isolamento acústico e/ou de absorção muito mais eficientes
que os materiais até então considerados "acústicos".
Desta maneira foi possível se obter, mediante variações
de sua composição, resultados acústicos satisfatórios
que atenderam a necessidade do usuário. Cada recinto,
conforme sua utilização, requer critérios bem definidos
de Níveis de Pressão Sonora e de reverberação para
permitir o conforto acústico e/ou eliminar as condições
nocivas à saúde.
Com
o níveis de Pressão Sonora muito baixo podemos tornar
o recinto monótono e cansativo, induzindo os passaros à condições
de inatividade e sonolência. Neste caso o projeto
acústico prevê o isolamento e a absorção acústica
utilizadas com critérios bem definidos, objetivando
a melhor eficácia no resultado final. Para isto,
deve-se levar em consideração o desempenho acústico
do material aqui a ser aplicados; sua fixação, posição
relativa à fonte de ruído e facilidade de manutenção,
sem restringir a funcionalidade do recinto.
A
aplicação do material acústico, fornecido ou utilizado
deram excelete resultados acústicos com boa qualidade
de vida.
ESPUMAS
ACÚSTICAS - A Espuma acústico vegetal Absorvedora
Acústica é a última palavra em tratamento que proporciona
um total conforto nos locais onde é instalado. Verdadeiros
parceiros do silêncio, permitem isolar ou absorver
ruídos incômodos, provenientes de outros ambientes
ou mesmo aqueles reverberados (eco).
A
sua estrutura multi-celular faz com que a onda sonora
seja dissipada (perca energia) em seu interior. E
a sua configuração superficial, permite a penetração
de ondas sonoras vindas de qualquer direção. A Espuma
vegetal Absorvedora Acústica, portanto, melhora a
qualidade dos mais diversos ambientes. Pela sua ampla
gama de atuação pode ser utilizadas com total segurança
limpa de material tóxico ao ser vivo e meio ambiente.
BARREIRAS
ACÚSTICAS - As Barreiras Acústicas desenvolvidas
para este fim são compostas de polímeros minerais
importados de alta densidade à base de hdf e manta
de alumínio e poliuretano, apresentando elevado desempenho
acústico.
Amplamente
empregado na construção civil européia no isolamento
acústico de andares, paredes, tetos e diversas outras
aplicações; está sendo utilizado no Brasil para isolar
acusticamente ruídos.
Como
prova de sua eficiência, esse material Barreiras
Acústicas desempenharam um importante papel como
isolantes acústico. As Barreiras Acústicas conferem
resultados máximos, com o mínimo de interferência
na superfície aplicada. Assim, as espessuras das
parede devem ser melhor dimensionadas como laudo
técnico.
VETORIZAÇÃO & ENCARTE
DE CANTO
Costumo
dizer que o Ensino Vetorizado de Canto é aquele praticado
pela natureza e adaptado ao Criadouro. Imagine que
os filhotes de Curiós precisam aprender o Canto da
Espécie. Se lhes falta a instrução de canto no momento
necessário, não aprenderão a cantar e aí estariam
colocando em risco toda a sua existência pois, se
não aprendem o canto não conquistarão uma fêmea,
e por consequência colocarão em risco toda a sua
espécie, daí fazer a seguinte pergunta: Teria a natureza
confiado no acaso o fato de um filhote ter que aprender
ou não o canto da sua espécie??? A resposta a esta
pergunta é NÃO. A natureza dotou-o de um complexo
mecanismo de aprendizado que garante o aprendizado
do canto ainda no nascedouro (período de convívio
com os pais), dessa forma, compete a nós, aficionados
e criadores responsáveis, desvendar tais mistérios.
A
capacidade de produção dos sons não é a mesma entre
os Passeriformes, por isto encontramos pássaros com
vocalizações muito bem elaboradas como o Curió (Sporophila
angolensis). O Canto do Curió não é transmitido
geneticamente à prole. É necessário que se promova
o aprendizado do canto da espécie aos filhotes. Este
aprendizado difere entre os indivíduos de uma mesma
espécie, conforme o estágio de desenvolvimento em
que se encontra o mecanismo responsável por este
aprendizado.
A
verdade é que os filhotes precisam aprender a cantar
o canto da sua espécie. Isto é Lei da sua Genética.
Posto estas duas questões: Capacidade de emitir determinado
tipo de som. Capacidade esta transmitida geneticamente
mediante existência da seringe (órgão responsável
pela fonação) e, Capacidade de transmitir à prole
o canto da espécie e a sua conseqüente assimilação
mediante a existência de um mecanismo responsável
pelo aprendizado, podemos concluir que: Os filhotes
de Curió ficam no convívio dos pais durante 35 (trinta
e cinco dias) quando adquirem a sua independência.
Durante os 13 (treze) primeiros dias de vida, todos
os seus sistemas vitais se desenvolvem até a saída
do ninho, quando toma conhecimento do mundo exterior.
Durante a vida ninhega, 13 (treze dias), todas as
suas energias estão voltadas ao recebimento da alimentação,
enquanto seus órgãos se desenvolvem.
Observamos
que os filhotes de Curió por nós confinados auditivamente
em Cabines Acústicas por 20 dias a partir do 15° dia
de vida (dois dias após a saída do ninho), sendo
submetidos neste período a Instrução de Canto mediante
o uso de equipamento sonoro, após a sua transferência
a terceiros, por mais que escutassem por longos períodos
o canto de preferência destes novos proprietários,
ao iniciarem os assovios cantaram o dialeto contido
nas Instruções de Canto por nós praticadas. Depois
de repetidas experiências, comprovamos que os filhotes
submetidos ao Confinamento Auditivo no período compreendido
entre o 16º e o 30º dia de vida, imprimem a Instrução
de Canto escutada. Passam a ser um Vetor das informações
canoras, portando-as latente até o desenvolvimento
dos assovios quando se manifestam amplamente. Esta
técnica de ensino é denomina de Vetorização de Canto.
Observamos
a existência de um mecanismo de memorização das instruções
mediante estímulos cerebrais que se atenuam após
este período. Poderia afirmar que os canais responsáveis
pela percepção e transmissão ao cérebro das informações
canoras, retraem-se gradativamente até a sua total
ineficácia. O processo de desenvolvimento dos assovios
mediante exercícios de Corrichado, bem como, a condução
dos assovios conforme Padrão de Canto vem sendo estudado
e o denominei de Lapidação de Canto.
A
palavra Encarte conforme define o Mestre Aurélio
Buarque de Holanda, Encartar quer dizer “Jogar carta
sobre outra do mesmo naipe”. O Encartamento de Canto
em filhote de Curiós nada mais é que uma tentativa
de forçá-lo a abandonar o canto de origem (Vetorizado
espontaneamente em vida silvestre ou no criadouro)
por um outro que se pretende de melhor qualidade.
Pode também tratar-se de uma tentativa de Lapidação
do canto latente no filhote (geralmente vetorizado
do galador) com a incorporação de notas faltantes
ou correção de graves defeitos. No Encarte geralmente
o filhote é produzido sem preocupações didáticas
quanto a formação do seu canto, ficando esta para
ser posta em prática pelo seu adquirente. Em ambos
os casos (troca ou lapidação do canto) predomina
o insucesso, principalmente pela idade, podendo eventualmente
se conseguir algum sucesso, contudo, a incidência
comprovada de bons resultados fica a desejar.
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